Começo com uma citação da qual gosto bastante: “Eu escrevi teu nome em todos os versos e, mesmo que ninguém veja, qualquer trecho que fala de amor é sobre nós.”
Agora, esse sentimento é completamente meu.
Depois de dedicar a você todos os meus versos, meus textos e meus pensamentos, te vejo em toda e qualquer poesia.
Não só te vejo, como enxergo; consigo te enxergar sorrir em cada rima, consigo enxergar seus olhos em cada palavra, consigo me enxergar escrevendo os versos pra você.
Com isso, tenho a plena certeza de que junto com você, uma parte de mim também está indo. A parte que escreve sobre a felicidade de estar com alguém por inteiro e não ter medo de que acabe.
Sem essa parte, o que sobra? Se não você, sobre quem eu escreveria?
Só você me faz ter vontade de transformar sentimento em poesia, só você me faz ver que quando a euforia não cabe no corpo escorre em forma de tinta da caneta, só você me faz converter uma coisa inexplicável em palavras.
Chego à conclusão de que vou continuar escrevendo pra você, mesmo que você nunca saiba.
Se não sobre você, escreverei sobre nós, ou sobre o que você fez de mim, ou sobre o que você não fez de mim, ou sobre o que eu queria que nós tivéssemos sido, ou sei lá… Sobre como minha vida era (e está voltando a ser) sem cor e sem rima sem você.
Sabendo que “seca, mas nunca morre”, sempre que você vai, seca tanto que a chuva de versos necessária pra regar o sentimento é tão intensa que o encharca e me faz acreditar que o poema é inteiro outra vez, ao invés de aceitar a pequena morte que é não ter você aqui.